Rota do Românico do Vale do Sousa

 

Informação Geral
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Ponte de Vilela 
  • Nome: Ponte de Vilela
  • Tipologia: Ponte
  • Classificação: Em Vias de Classificação
  • Concelho: Lousada
  • Estilo: Metodologia construtiva medieval
  • Estado de Conservação: Bom 
  • Horário da Visita: Livre 
  • Preço da Entrada: Gratuito 
  • Acesso p/ Deficientes: Razoável 
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488 
  • Fax: 255 810 709 
  • E-Mail: rrvs@valsousa.pt 
  • Web: www.rotadoromanico.com 
  • Localização:
    Lugar de Vilela, freguesia de Aveleda, concelho de Lousada, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Caminha/Porto), da A3 (Valença/Porto) ou da A7 (Vila Pouca de Aguiar/Póvoa de Varzim) siga na direcção de Felgueiras pela A11 (Esposende/Marco de Canaveses) e depois na de Paços de Ferreira pela A42. Saia no nó de Alvarenga/Lousada e siga a sinalização da RRVS que o conduzirá até à Ponte de Vilela, virando à esquerda no cruzamento que antecede a Igreja de Aveleda.

     

    Se vem do Centro ou Sul do País pela A1 (Lisboa/Porto) ou pela A29 (Estarreja/V.N. Gaia) entre no Porto cruzando o rio Douro através da ponte do Freixo e escolha a A3 (Valença).

     

    A partir do Porto opte pela A41/A42 (Paços de Ferreira) e saia em Alvarenga/Lousada.

     

    Se já se encontra na vila de Lousada tome a direcção de Felgueiras pela estrada N207  seguindo a sinalização da RRVS até à Ponte de Vilela com passagem pela Igreja de Aveleda.

  • Coordenadas Geográficas: Latitude: 41° 16' 9.016" N   /   Longitude: 8° 14' 53.899" O  
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História
História
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Ponte de VilelaConsiderando as características técnicas e construtivas presentes, a Ponte de Vilela deverá datar dos séculos XVII-XVIII, sendo certo que já existia em 1758, pois é referenciada nas Memórias Paroquiais.

A Ponte é utilizada para assegurar a travessia do rio Sousa entre os lugares de Vilela, a Oeste de Caíde de Rei, e os lugares de Vilar de Nuste e de Cartão.

Lendas e Curiosidades
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O período medieval é caracterizado por uma forte expansão demográfica, pelas cruzadas, por peregrinações e uma grande mobilidade das pessoas. A economia cresce e desenvolve-se, a par de mutações sociais e culturais. A densidade da ocupação do território incrementa-se em resultado da valorização das terras.

A economia está baseada na agricultura, dominada pelo regime alimentar, mas a produção de linho e lã para produção de vestuário também é significativa. Os policultivos das terras são, sobretudo, de subsistência, surgindo o pão como o símbolo e base da alimentação.

Ponte de Vilela

Perante este cenário, o transporte de bens e produtos, especialmente os de maior volume e peso, ganha particular relevância na economia da época. O principal meio de transporte é o carro puxado por bois.

A existência de vias de comunicação e o desenvolvimento de meios de locomoção permitiram a construção de magníficos edifícios românicos, bem como a partilha das equipas de construtores e potenciou as influências estilísticas.

Como refere Carlos Almeida, as estradas e os caminhos são como “veias de um corpo”, por onde “as comunidades organizam a ocupação e usufruição do seu território, o qual reflecte o nível da sua vida social e da sua economia”.

Neste contexto de mobilidade, a construção de pontes surge naturalmente, logrando um amplo desenvolvimento no período medieval, que lhes dedicou um alargado interesse.

A história da construção de pontes, desde os finais do século XI até ao século XIV, revela que estas eram actos de piedade, com reis, eclesiásticos e nobres a legarem, nos seus testamentos, donativos para que se erguessem pontes. São estes actos que possibilitam a construção efervescente de pontes na época medieval.

As pontes medievais procuram bons alicerces e sítios firmes para se erguerem, conforme afirma Almeida. Daí resistirem melhor ao tempo e às cheias.

As obras, executadas a partir de donativos dispersos, eram organizadas através de uma espécie de confraria, a obra da ponte, que procurava reunir os fundos necessários. Muitos destes responsáveis acabaram santificados, fruto da natureza piedosa da construção de pontes.

Especialidades
Arquitectura
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Esta obra da construção viária é um exemplar da arquitectura civil pública, composta por ponte de tabuleiro plano com extremidades rampantes assente sobre quatro arcos de volta perfeita iguais.
 
O monumento está construído em cantaria granítica, composto por quatro arcos de volta perfeita, apoiados em três pegões cegos, reforçados com talhamares triangulares, a montante, e talhantes quadrangulares, a jusante. Os vãos dos dois arcos laterais estão, actualmente, assoreados.

O tabuleiro é horizontal sobre os arcos centrais e rampante nos topos, encontrando-se pavimentado com lajes graníticas. Os silhares desta ponte não apresentam qualquer sigla, elemento quase sempre presente nas pontes medievais.

Envolvente
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No âmbito do Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da RRVS, no qual foram definidas as linhas directrizes e de enquadramento para a elaboração subsequente dos projectos técnicos de execução e respectivas obras para a valorização e salvaguarda das envolventes aos monumentos, definiram-se as condicionantes que se consideraram de maior relevância para preservar e requalificar as envolventes aos imóveis.

Envolvente da Ponte de Vilela

O objectivo do estudo passa por preservar o contexto em que estes se encontram inseridos, nomeadamente através da integração das condicionantes em dispositivos legais – como Zonas Especiais de Protecção – que restrinjam intervenções urbanísticas que façam perigar a integridade das envolventes.

Procedeu-se, também, à definição das áreas de actuação e intervenções de âmbito geral a ter em conta nas envolventes, para alargar o ordenamento do território a uma zona mais vasta no sentido de permitir uma melhor circulação de turistas na região.

Finalmente, o Estudo definiu quais as intervenções prioritárias a realizar nas envolventes aos monumentos, para permitir a estabilização dos territórios, ao mesmo tempo que corrige e/ou cria estruturas e infra-estruturas de apoio.

A limpeza do rio é primordial para a defesa do património. A Ponte de Vilela é prejudicada pela vedação e estaleiro existente na margem direita do rio Sousa, conjuntamente com o depósito de detritos decorrentes de demolições e abrigos para a transformação de granito. A sua remoção é, para os responsáveis deste Estudo, fundamental para a implantação da RRVS neste local.

Outro elemento a remodelar é o toldo do estabelecimento de restauração da margem esquerda, cujo efeito negativo na envolvente é exercido pela sua escala e tonalidade.

As obras irão principiar a partir de 2009, no âmbito de uma candidatura a apresentar ao QREN.

Recuperação e Valorização
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A Ponte de Vilela foi objecto de obras de intervenção para conservação e consolidação dos paramentos e do pavimento, incluindo o tratamento do arruamento de acesso pelas duas margens e drenagem das águas pluviais, bem como para a conservação e valorização das margens na envolvente próxima, nomeadamente a iluminação do monumento e o tratamento da área de estacionamento para visitantes.

Recuperação da Ponte de Vilela

Procedeu-se à remoção da vegetação existente nos paramentos da ponte, desinfestando-se as alvenarias e as juntas por intermédio de herbicida, repondo-se as que estejam em posição incorrecta ou na área envolvente à ponte. Foram fornecidas alvenarias idênticas às existentes e lavadas as que constituem a ponte com água e escova de nylon sem aditivos.

Recuperação da Ponte de Vilela

Relativamente ao pavimento, após a remoção de toda a vegetação existente, procedeu-se à remoção do lajeado de pedra nos locais onde existia desnivelamento, recolocadas após recuperação e consolidação.

Recuperação da Ponte de Vilela

Galeria
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Bibliografia
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AA. VV. – “Ponte de Vilela”. Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa. 2ª Fase. Vol. 2. S./n., Porto, 2005.

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de – História da Arte em Portugal. O Românico. Lisboa: Publicações Alfa, 1986.

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de – O Românico. História da Arte em Portugal. Lisboa: Editorial Presença, 2001.

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de; BARROCA, Mário Jorge – História da Arte em Portugal. O Gótico. Lisboa: Editorial Presença, 2002.

Guia de Portugal, IV, I, Coimbra, 1985.

ROSAS, Lúcia (Coord.) – Românico do Vale do Sousa. Lousada: Comunidade Urbana do Vale do Sousa, 2008.

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